"Crianças morrem por sonhos envenenados". Não sabe do que estou falando? Vá pesquisar. Ou não. Não vai servir pra nada, mesmo. Vai ser esquecido na frase seguinte. Como uma picada de pernilongo numa pessoa não alérgica. Não é que nem queimadura de sol, que dura por dias e às vezes deixa sardas pra você se lembrar dela pra sempre. Odeio minhas sardas. E foi então que entrei na barraca, depois de comprar alguns mantimentos do eremita tibúrcio. Com tê minúsculo, mesmo, ele que pede. Miojos, basicamente. Ano passado fiquei sabendo que ele morreu. Ou no anterior, esqueci. Afinal, faço parte. Fechei os olhos e acredito ter pegado no sono. Acordei correndo num campo de girassóis. Corri, corri até enegrecer tudo, estava em queda-livre. Como estava escuro, não vi se havia algo no que me agarrar. Acordei na beira do mar, engasgada com as ondas que cobriam minha cabeça. Vou comprar um sonho.
5 feet under:
!!!
Bela anotação oniríca. Ultimamente meus sonhos estão pouco "literalizáveis".
ciao!!
Os sonhos menos literalizáveis são, paradoxalmente, os que melhor cabem na literatura.
Adoro como os fragmentos são amarrados nos seus textos.
Quanto custa sonhar?
Sem ônus para o erário
É investimento a curtíssimo prazo
Com a melhor taxa do mercado
Vamos fundar a Bolsa dos Sonhos
Adorei o texto!
Tudo de bom
Bjs
Sublime.
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