Cantiga para adormecer Lulu
Lulu, lulu, lulu, lulu,
vou fazer uma cantiga
para o anjinho de São Paulo
que criava uma lombriga.
A lombriga tinha uns olhos
de rubim.
Tinha um rabo revirado
no fim.
Tinha um focinho bicudo
assim.
Tinha uma dentuça muito
ruim.
Lulu, lulu, lulu, lulu,
vou fazer uma cantiga
para o anjinho de São Paulo
que criava essa lombriga.
A lombriga devorava
seu pão,
a banana, o doce, o queijo,
o pirão.
A lombriga parecia
um leão.
E o anjinho andava triste
e chorão.
Lulu, lulu, lulu, lulu,
pois eu faço esta cantiga
para o anjinho de São Paulo
que alimentava a lombriga.
A lombriga ia ficando
Maior
Que o anjinho de São Paulo!
(Que horror!)
Mas um dia chega um
caçador!
Firma a sua pontaria,
sem rumor.
Lulu, lulu, lulu, lulu,
paro até minha cantiga
sobre o anjinho de São Paulo!
A espingarda faz pum pum!
pim pim!
O anjinho abana as asas
assim.
A lombriga salta fora,
enfim!
(E foi correndo! E tocava
bandolim!)
5 feet under:
Bom ler a "Cantiga...", bom rever V. por aqui.
Abraço grande.
Obrigada, Eduardo!
Beijo
Sonhos música.
Viva a poesia!
Tudo de bom.
Mil beijos
saudades... dos seus posts e da sua companhia
"A infância é um lugar no passado em q quero sempre chegar. Mas ela insite em estar sempre mais à frente".
Bjo, Luana.
Ixra
http://iantonini.blogspot.com/
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